Feriado Municipal - Segunda-feira seguinte ao segundo Domingo de Julho Área - 83 Km2
Elevação da sede do município à categoria de cidade pelo Lei n.º 28/86 de 23/08/1986
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Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da
Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de
16/09/2008
Estabelecida em reunião de Assembleia Municipal, em
18/12/2008
Publicada no Diário da República n.º 16, 2.ª Série, Parte H de
23/01/2009
Registado na Direcção Geral de Autarquias Locais, com o n.º
001/2009
Armas - Escudo de ouro, feixe de três espigas de trigo de verde atado de vermelho entre uma cruz dos Templários e uma cruz da Ordem de Malta, ambas de vermelho; chefe de negro com uma águia de ouro sainte; campanha diminuta ondada de azul carregada de uma burela ondada de prata. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com a legenda a negro: "MUNICÍPIO DA MAIA“.


Bandeira - Gironada de oito peças de azul e vermelho. Cordão e borlas de azul e vermelho. Haste e lança de ouro.

Acima, a bandeira e estandarte de acordo com o texto da descrição que foi publicada (versão correcta).
Em
baixo, a bandeira e estandarte (versão incorrecta) (ver
explicação)


Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da
Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de
20/12/1935
Aprovado pelo Ministro do Interior em 26/05/1936
Portaria n.º 8445, do
Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 122, 1.ª Série de
26/05/1936
Armas - De ouro, com um molho de três espigas de trigo verde, cruzadas em ponta e atadas de vermelho, acompanhadas pela Cruz do Templo e pela de Malta, ambas de vermelho. Chefe de negro, carregado de uma águia de ouro saínte. Em contra-chefe, três faixas ondadas, duas de azul e uma de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: "Concelho da Maia", de negro.


Bandeira - Esquartelada de vermelho e de azul; cordões e borlas dos mesmos esmaltes. Lança e hastes douradas.

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Transcrição do parecer
Parecer apresentado por Affonso de Dornellas a Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 20 de Dezembro de 1935.
Em 20 de Novembro de 1934 foi pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses aprovado o parecer referente ás Armas, bandeira e selo do Concelho da Maia.
Em ofício nº 255 de 25 de Janeiro de 1935, a Câmara Municipal do mesmo Concelho, concordando em principio com o referido parecer, sugeriu a ideia de nas mesmas Armas ser incluída a representação da produção agrícola que ali se salienta pela excelente qualidade do trigo.
Terá por conseguinte, de ser alterada a ordenação das armas, passando a águia a figurar, sainte em chefe, tal como no timbre das armas da Família Maia.
Vejamos:
ARMAS - De ouro, com um molho de três espigas de trigo de verde, cruzadas em ponta e atadas de vermelho, acompanhadas pela Cruz do Templo e pela de Malta, ambas de vermelho. Chefe de negro, carregado de uma águia de ouro sainte. Em contrachefe, três faixas ondadas, duas de azul e uma de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Concelho da Maia" de negro. -
BANDEIRA - Esquartelada de vermelho e de azul, cordões e borlas dos mesmos esmaltes. Lança e haste douradas. –
SELO - Circular, tento ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal da Maia". -
Como os esmaltes de maior categoria das peças das armas são o vermelho e o azul, a bandeira é esquartelada destas cores. quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira é de seda e bordada, devendo medir um metro quadrado. quando é para ser arvorada, é de filel e terá as dimensões convenientes, podendo, neste caso, dispensar as armas.
A significação dos esmaltes foi já indicada no primeiro parecer, faltando a do verde das espigas, que simboliza a esperança e a fé.
Com estas peças e estes esmaltes ficará salientada a história e vida da região, bem como a índole dos seus naturais.
Se a Câmara Municipal da Maia concordar com este parecer, deverá transcrever na acta a descrição das Armas, bandeira e selo, para enviar ao Sr. Governador Civil uma cópia autenticada dessa acta, juntamente com os desenhos rigorosos da bandeira e do selo, pedindo-lhe para remeter esses elementos à Direcção Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior, para, no caso do Sr. Ministro também concordar, ser publicada a respectiva portaria.
Lisboa, Novembro de 1935.

Affonso de Dornellas.
(Texto adaptado à grafia actual)
Fonte: Processo do Município da Maia (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/MAI/UI0022/00236).

Proposta de ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da
Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de
20/11/1934
Não adoptada pelo município.
Armas - De ouro com uma águia aberta de vermelho, realçada de negro. Em chefe de negro a cruz dos templários e a cruz de malta de prata. Em contrachefe, três faixas ondadas, duas de azul e uma de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. listel branco com os dizeres “Concelho da Maia” a negro.*


Bandeira - Esquartelada de vermelho e de azul; cordões e borlas dos mesmos esmaltes. Lança e hastes douradas.*

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Transcrição do parecer
Parecer apresentado por Affonso de Dornellas à comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 20 de Novembro de 1934.
A Câmara Municipal do Concelho da Maia em ofício dirigido à Direcção Geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior, datado de 9 de Junho de 1933, pediu para lhe ser estudado o sê-lo, armas e bandeira, pois não tinha bandeira e as armas que usava eram as atribuídas à Família de D. Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, que se chamava da Maia por ter nascido na região que de longa data tem esta designação.
De facto o referido ofício traz impresso um brasão de púrpura com uma águia de voo abatido de prata. Este brasão é encimado por um elmo com o respectivo timbre da mesma águia sainte.
Segundo as regras estabelecidas pela circular do Ministério do Interior de 14 de Abril de 1930, as armas de domínio só podem ser encimadas pelas coroas murais que, pelo número de torres, caracteriza a categoria das povoações.
O uso de umas armas completas de outra entidade nunca poderá ser aconselhado pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, pois não se compreende que duas entidades distintas usem o mesmo selo e, muito menos, que um município empregue um selo que pode ser usado pelas pessoas que pertençam à respectiva Família.
O Concelho da Maia, pela sua história e pelo seu valor regional, pode criar perfeitamente um selo próprio.
Contudo, será muito interessante que numas armas de domínio, por excepcional homenagem, figure na sua composição qualquer referência às armas usadas pela pessoa ou pelos descendentes da pessoa que se deseja homenagear.
De longa data se diz que Gonçalo Mendes nasceu na região denominada da Maia, estando a mesma região tão certa disso que, desde há bastantes anos, como se diz no ofício acima citado, usa como armas do Concelho, o brasão da Família Maia.
A águia foi um dos emblemas mais empregado por toda a Europa como símbolo de cavalaria guerreira, portanto, é muito natural que esse símbolo tenha sido assumido pelo Lidador ou por seus descendentes.
Estudando o concelho da Maia, que tem a sua sede na Vila de Barreiros, verifica-se que na região hoje dominada pela Câmara Municipal do referido concelho, há freguesias que tiveram grande importância, como Águas Santas, Barca, Gondim, Moreira, Vermoim, Vila Nova da Maia e outras onde existiram notáveis mosteiros, sendo um deles o único em Portugal que houve de Templários ou do Santo Sepulcro e que depois passou à ordem de Malta de que foi Comenda.
Tem freguesias que eram sujeitas ao Bailio de Leça, tendo a própria sede do Concelho sido Couto da Ordem de Malta.
A região é duma grande fertilidade, sendo cortada pelos Rios Lega e Almorode, por vários afluentes e ribeiros.
Há cereais em grande abundância e criação de gado que é exportado em grande escala.
Parece-me pois que se pode propor à Câmara Municipal da Maia que Adote a seguinte simbologia:
- De ouro com uma águia aberta de vermelho, realçada de negro. Em chefe de negro, a cruz dos Templários e a cruz de Malta, de prata. Em contrachefe, três faixas ondadas, duas de azul e uma de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Concelho da Maia" a negro. -
- Bandeira esquartelada de vermelho e de azul. Cordões e borlas dos mesmos esmaltes. Lança e haste douradas. -
- Selo circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal do Concelho da Maia".
Como as peças principais das armas, a águia e os rios, são de vermelho e de azul, a bandeira deve ser esquarteladas destas duas cores.
A bandeira, quando destinada a cortejos ou cerimónias, deve ser de seda bordada, tendo a área de um metro quadrado.
O ouro indicado para o campo das armas é o metal que em heráldica significa fé, fidelidade, poder e liberalidade.
A águia é de vermelho porque este esmalte em heráldica significa energia, actividade, vitórias, ardis e guerras.
O chefe é de negro, esmalte que significa firmeza e honestidade.
As cruzes são de prata, metal que significa humildade e riqueza.
Os rios são representados de acordo com o estabelecido pela heráldica: azul e prata. O azul significa lealdade.
Com estas significações, creio que ficam bem salientes o valor e a história da região e, principalmente, as qualidades dos seus naturais.
No caso da Câmara Municipal da Maia concordar com este parecer, deverá copiar na acta a descrição das Armas, da bandeira e do selo, para enviar uma cópia autenticada da mesma ao Sr. Governador Civil. que por sua vez a remeterá à Direcção Geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior para, no caso do Sr. Ministro também concordar, ser publicada a respectiva portaria.
Sintra, Agosto de 1934.

Affonso de Dornellas.
(Texto adaptado à grafia actual)
Fonte: Processo do Município da Maia (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/MAI/UI0022/00236).

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