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Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira
Aprovado pela Assembleia
Municipal em 27/06/1986
Publicada no Diário da República n.º 167, 3.ª Série, Parte A
de 26/11/1986
Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o
parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos
Portugueses de 07/05/19355
Aprovado pelo Ministro do Interior em
24/11/19377
Portaria n.º 8866, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 277, 1.ª Série de
27/11/1937
Armas - Cortado de prata e de negro. No primeiro, um castelo de vermelho, aberto e iluminado de negro, acompanhado de duas quinas de Portugal. No segundo, uma fonte de ouro realçada de negro, repuxando de prata aguado de azul, acompanhada de duas flores de lis de ouro. Coroa mural de prata e de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Alter do Chão", a negro.

Baseado no desenho original de João Ricardo Silva

Bandeira - Esquartelada de amarelo e de vermelho. Cordões e borlas de ouro e de vermelho. Haste e lança douradas.


Transcrição do parecer
Parecer apresentador por Affonso de Dornellas à Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 7 de Maio de 1935.
A Câmara Municipal de Alter do Chão deseja que lhe sejam indicados os esmaltes para as suas armas e se lhe organize a bandeira e o selo em conformidade com as regras estabelecidas pelo Ministério do Interior.
As armas de Alter do chão são já de longa data, pois veem descritas por Rodrigo Mendes da Silva na sua obra intitulada "Población General de España, sus troféus, blasones, etc.", Madrid-1645.
Este autor descreve assim estas armas:
- Un castillo, en dos targetas las Reales as Quinas de Portugal y una fuente con dos flores de lis. -
Foi esta descrição copiada por alguns autores, sempre sem indicação dos esmaltes.
O Rei d'Armas Índia, Francisco Coelho, no livro que iluminou e datou de 1675, e que se conserva no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, da as Armas de Alter do Chão apenas com uma fonte e o escudete das quinas em chefe.
Outros autores, se fiaram nesta modalidade e a descreveram, como por exemplo, I. de Vilhena Barbosa, na sua obra "As Cidades e Villas da Monarchia Portugueza que teem brazão d'armas", Lisboa, 1865 e os que o seguiram.
Nestas descrições dizem que a fonte é de prata e de verde o campo das armas, porque assim as iluminou o referido Francisco Coelho.
Vejamos portanto como devem ser esmaltadas as peças das armas e o respectivo campo, e quais as cores que deve ter a bandeira.
ARMAS - Cortado de prata e de negro. No primeiro, um castelo de vermelho, aberto e iluminado de negro, acompanhado de duas quinas de Portugal. No segundo uma fonte de ouro realçada de negro, repuxando água de prata aguado de azul, acompanhada de duas flores de Lis de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Alter do Chão" a negro. -
BANDEIRA - Esquartelada de amarelo e de vermelho. Cordões e borlas de ouro e de vermelho. Haste e lança douradas. -
SELO - Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal de Alter do Chão". -
Como as peças principais, o castelo e a fonte, são de vermelho e de ouro, a bandeira é amarela, que representa o ouro, e de vermelho. quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, tem a bandeira um metro quadrado e é bordada em seda.
A coroa mural é de quatro torres e de prata por estar assim determinado que se caracterizem as Vilas.
A prata do campo e da água significa heraldicamente humildade. e riqueza.
O vermelho do castelo, significa vitórias, ardis e guerras.
O negro do campo e do aberto e iluminado do castelo, simboliza a terra e significa firmeza e honestidade.
O ouro da fonte e das flores de lis, significa nobreza, poder e liberalidade.
O azul do aguado, significa caridade e lealdade.
Com estas peças simbolizando a história e a riqueza local e com estes esmaltes significativos que também salientam as qualidades dos seus naturais, ficam bem ordenadas as Armas de Alter do Chão.
No caso da Câmara Municipal concordar com este parecer, deverá transcrever na acta a descrição das armas, bandeira e selo e enviar ao Sr. Governador Civil uma cópia autenticada dessa acta, acompanhada de desenhos rigorosos da bandeira e selo, pedindo-lhe para remeter tudo à Direcção Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior para, se o Sr. Ministro aprovar, ser publicada a respectiiva portaria.
Lisboa, Abril de 1935.

Affonso de Dornellas.
(Texto adaptado à grafia actual)
Fonte: Processo do Município de Alter do Chão (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/ALT/UI0021/00214).

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