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Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 30/10/1985
Estabelecida em reunião de Assembleia Municipal, em 30/06/1986
Publicada no Diário da República n.º 180, 3.ª Série, Parte A de 07/08/1986
Armas - De vermelho, com um castelo de ouro aberto e iluminado de verde, assente num terrado de sua cor, cortado por três faixetas ondadas, de prata e azul. A torre central, rematada por um braço armado de prata empunhando uma maça de armas de ouro. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco com os dizeres: "Torres Novas" de negro.


Bandeira - Gironada de oito peças de amarelo e de verde. Cordões e borlas de ouro e verde. Haste e lança douradas.

Acima, a bandeira e estandarte de acordo com o texto da descrição que foi publicada (versão correcta).
Em
baixo, a bandeira e estandarte (versão incorrecta) (ver
explicação)


Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 20/12/1935
Aprovado pelo Ministro do Interior em 20/04/1936
Portaria n.º 8420, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 91, 1.ª Série de 20/04/1936
Armas - De vermelho, um castelo de ouro aberto e iluminado de verde, assente num terrado de sua cor, cortado por três faixas ondadas, duas de prata e uma de azul. A torre central, rematada por um braço armado de prata empunhando uma maça de armas de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: "Vila de Torres Novas" de negro.


Bandeira - Esquartelada de amarelo e de verde. Cordões e borlas de ouro e de verde. Haste e lança douradas.

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Transcrição do parecer
Parecer apresentado por Affonso de Dornellas à comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 20 de Dezembro de 1935.
A Câmara Municipal de Torres Novas dirigiu-se à Direcção Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior para lhe serem estudadas as suas armas, bandeira e selo.
Todas as obras que tratam da heráldica de domínio, incluem as Armas de Torres Novas.
O mais antigo autor, Rodrigo Mendes Silva, na sua muito apreciável obra "Población General de España, sus trofeos, blasones, etc.", Madrid -1645, a páginas 161 v., sobre Torres Novas, diz:
- .....y por Armas, segun parece en cierta puerta antigua, un castillo o torre, arriba una mano apretando una maça. -
Depois, todos copiaram, à excepção do autor desconhecido mas muito apreciado, que escreveu e desenhou o Códice 498 da Biblioteca Pública Municipal do Porto, obra feita em meados do Século XVII, posterior à acima citada, que sobre Torres Novas, diz:
- Tras por blasão cinquo Torres em sautor como aqui se mostra. -
De facto, esta descrição é acompanhada de um desenho de cinco torres em aspa.
São talvez estas as mais bem ordenadas, tratando-se de organizar umas armas falantes, mas, o que devia ser, era um castelo com várias torres, atendendo a importante história de Torres Novas e ao que sofreu no primeiro século da fundação da nacionalidade.
Rodrigo Mendes Silva não ilustra as descrições das armas a que faz referência, em todo o caso vai dizendo que era um castelo ou torre, deixando portanto dúvida.
Não creio porém que Torres Novas, tendo tantas torres no seu castelo, adoptasse apenas uma torre.
Sou pois de opinião que nas armas desta Vila figure um castelo e que seja de ouro, visto que a sua história bem o merece.
Pena é que não possam figurar nas mesmas armas, todos os outros notáveis valores da vida e obras de Torres Novas, como referência às suas indústrias, aos valores regionais e à sua fertilidade.
Assim sendo, proponho que, como representação de todas estas riquezas, figure um Rio, em alusão ao Almonda e à sua importância.
E assim, as Armas, bandeira e selo da antiga, histórica e rica Vila de Torres Novas, terá a seguinte ordenação:
ARMAS - De vermelho, com um castelo de ouro aberto e iluminado de verde, assente num terrado de sua cor, cortado por três faixas ondadas, duas de prata e uma de azul. A torre central, rematada por um braço armado de prata empunhando uma maça de armas de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Torres Novas" de negro. -
BANDEIRA - Esquartelada de amarelo e de verde. Cordões e borlas de ouro e de verde. Haste e lança douradas.
SELO - Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em redor, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal de Torres Novas". –
Como a peça principal das Armas, o castelo, é de ouro e de verde a bandeira é esquartelada destes esmaltes. Quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira tem a área de um metro quadrado e é bordada em seda. Quando destinada a arvorar, é de filel, com as dimensões convenientes, podendo neste caso dispensar as armas.
O vermelho indicado para o campo, é o esmalte que em heráldica significa guerras, ardis, vitórias, força, vida e audácia.
O ouro do castelo significa nobreza, fidelidade, constância e poder.
O verde que abre e ilumina o castelo significa fé e esperança.
Os rios são representados heraldicamente por faixas ondadas de prata e de azul. A prata significa humildade e riqueza. O azul, zelo, lealdade e caridade.
E assim fica bem representada a história e importância regional de Torres Novas, bem como a índole dos seus naturais.
Se a Câmara Municipal concordar com este parecer, deverá transcrever na acta a descrição das armas, bandeira e selo, para enviar ao Sr. Governador Civil uma cópia autenticada dessa acta, juntamente com os desenhos rigorosos da bandeira e do selo, pedindo-lhe para remeter esses elementos a Direcção Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior, para, no caso do Sr. Ministro também concordar, ser publicada a respectiva portaria.
Sintra, Setembro de 1935.
Após o envio deste parecer à Câmara Municipal de Torres Novas, a Câmara Municpal envia uma carta a questionar a razão de aparecer um braço armado com uma maça, na torre central do castelo.
Lisboa, 18 de fevereiro de 1936.
Câmara Municipal de Torres Novas
Ex.mo Sr. Presidente da Comissão Administrativa:
Em resposta ao ofício de V. Exª de 10 do corrente pedindo-me para dizer a razão da existência de um braço armado empunhando uma maça d'armas que sai da torre central do castelo que simboliza Torres Novas, venho informar o seguinte:
A maça d'armas é um instrumento de guerra antigo de luta corpo a corpo que parece ter sido inicialmente usado na Península pelos Celtibéricos e muito empregado depois pelos Godos. Simboliza a força irresistível, a valentia e a audácia.
Parece que em Torres Novas, rematava o castelo simbólico da povoação desde grande antiguidade, pois, segundo a informação de Rodrigo Mendes da Silva que em 1645 publicou a sua obra "Población General de España, sus trofeos, blasones, etc", existiu a sua representação sobre uma das portas antigas do castelo dessa Vila.
As bandeiras municipais eram antigamente esculpidas em pedra sobre as portas das construções fortificadas, razão porque ainda hoje se chama "bandeira" à parte superior de uma porta que tem vidros ou rótulas.
O Castelo de Torres Vedras, consta que existiu em civilizações anteriores à fundação da nossa nacionalidade, sendo, naturalmente, a maior ou mais importante das fortalezas da região e onde habitava o chefe militar da área.
O braço armado empunhando a maça d'armas, representaria portanto o mando superior da região.
Na heráldica portuguesa de família existem magas d'armas nos brasões que distinguem as famílias: Amaral, Avilez, Ferrão, Ferraz, Maça, Macedo, Salema e outras.
A maça d'armas foi usada também depois da fundação da nacionalidade, pelo menos até ao Século XIV inclusive.
Seja qual for o motivo e a data em que em Torres Novas adoptaram esse instrumento de guerra nas suas armas simbolizando a antiga história local, o que é facto é que está muito bem.
Nos pareceres que tenho formulado sobre as armas de domínio das cidades e vilas, com a aprovação da Associação dos Arqueólogos Portugueses, tem sido sempre respeitada a ordenação das respectivas armas antigas, quando de facto elas traduzem a vida heroica ou a história do povo que soube manter a existência da sua terra natal.
Foi por esta razão que, depois de conhecido o valor que a Vila de Torres Vedras tem na História de Portugal, se aceitou plenamente o castelo e o braço armado empunhando o símbolo da força, da resistência e da heroicidade.
Como sempre, fico ao dispor de V. Exª e da ilustre Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Torres Novas para prestar todos os esclarecimentos.
A Bem da Nação.
(Texto adaptado à grafia actual)
Fonte: Processo do Município de Torres Novas (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/TNV/UI0024/00268).
Ligação para a página oficial do município de Torres Novas

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