Município de Castelo Branco

• Distrito de Aveiro • Distrito de Beja • Distrito de Braga • Distrito de Bragança • Distrito de Castelo Branco •
Distrito de Coimbra • Distrito de Évora • Distrito de Faro • Distrito da Guarda • Distrito de Leiria • Distrito de Lisboa •
• Distrito de Portalegre • Distrito do Porto • Distrito de Santarém • Distrito de Setúbal • Distrito de Viana do Castelo •
• Distrito de Vila Real • Distrito de Viseu • Região Autónoma dos Açores • Região Autónoma da Madeira •



Área - 479 Km2  Feriado Municipal - Terça-feira, duas semanas após a Páscoa

Freguesias

• Alcains • Almaceda • Benquerenças • Castelo Branco • Cebolais de Cima e Retaxo • Escalos de Baixo e Mata •
• Escalos de Cima e Lousa • Freixial e Juncal do Campo • Lardosa • Louriçal do Campo • Malpica do Tejo •
• Monforte da Beira • Ninho do Açor e Sobral do Campo • Póvoa de Rio de Moinhos e Cafede • Salgueiro do Campo •
• Santo André das Tojeiras • Sarzedas • São Vicente da Beira • Tinalhas •


Em 22/09/1931, a cidade de Castelo Branco, foi condecorada com o Grau de
"Oficial da Ordem Militar de Cristo
", sendo a medalha descrita como:

O distintivo da Ordem Militar de Cristo é uma cruz latina, pátea, de esmalte vermelho, perfilada de ouro, carregada de cruz latina de esmalte branco, suspensa de uma fita vermelha, com fivela dourada, tendo sobre a fivela uma roseta, da cor da fita.

Tendo os símbolos do município sido criados pela Comissão de Heráldica em 1928, mas apenas aprovados pelo ministro do interior já depois de a cidade ter sido agraciada com a condecoração, desconhece-se a razão de tal honra não ter estar incluída na ordenação heráldica publicada em 1935 e depois em 1936.

Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 11/01/1928
Aprovado pelo Ministro do Interior em 02/11/1935
Portaria nº 8234, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo, nº 229, I Série de 05/11/1935

Armas De vermelho com um castelo de prata aberto e iluminado de negro. Coroa mural de cinco torres por ser cidade e pelo mesmo motivo.

Segunda publicação

Aprovado pelo Ministro do Interior em 11/01/1936
Portaria nº 8334, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo, nº 9, I Série de 11/01/1936

Armas De vermelho com um castelo de prata aberto e iluminado de negro. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com os dizeres "Cidade de Castelo Branco", de negro.

Brasão do município de Castelo Branco



Bandeira - Esquartelada de branco e de negro por serem assim os esmaltes da peça principal das armas. Por debaixo do escudo uma fita branca com letras pretas.

Segunda publicação

Bandeira - Quarteada de quatro peças de branco e quatro de negro. Cordões e borlas de prata e de negro. Haste e lança douradas.
O estandarte, segundo a lei, não inclui a medalha da Ordem Militar de Cristo, (uma vez que se considera ser uma duplicação de símbolos), mas sim a insígnia da Ordem, que é constituída por um laço de cor vermelha, com o distintivo da Ordem.

Bandeira do município de Castelo Branco                         Estandarte do município de Castelo Branco

Bandeira para hastear (2x3)                                                                       Estandarte (1m x 1m)



Transcrição do parecer

Parecer apresentado por Affonso de Dornellas à Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 11 de Janeiro de 1928.

Em papel timbrado com um castelo de prata em campo vermelho encimado por uma coroa de Duque, recebeu a Associação do Arqueólogos o seguinte ofício:

– Câmara Municipal de Castelo Branco. – N.º 94. - Ex.mo Sociedade dos Arqueólogos Portugueses. – Museu do Carmo. – Lisboa. – Desejando a Câmara da minha presidência mandar, fazer em vitral um escudo de armas da Cidade de Castelo Branco, venho pedir a V. Ex.ª a fineza de me informarem quais as cores e outras indicações que a abalizada opinião de V. Ex.ª entender dar. – Agradecendo, apresento a V. Ex.ª os meus votos de Saúde e Fraternidade. – Castelo Branco, 21 de Fevereiro de 1927. – O Vice-Presidente da Comissão Administrativa (a) José Severim.

Existem de longa data as Armas de Castelo Branco, havendo porém divergências entre os estudiosos do assunto, nos esmaltes a empregar. Uns dizem que as armas constam de um castelo de ouro em campo vermelho, e outros, de um castelo de prata em campo azul.

Parece-nos, segundo as boas regras da heráldica, que não está certa qualquer das opiniões.

O campo deve ser vermelho e o castelo de prata, e julgamos isto porque naturalmente, se a cidade se chama «Castelo Branco» ninguém pensaria num castelo amarelo. A prata é substituível por branco e o ouro por amarelo.

Depois o vermelho é cor de primeira ordem e indica guerras, ardis e vitórias; e o azul, é cor de segunda ordem e indica caridade e lealdade.

Castelo Branco deve grande parte da sua história à Ordem do Templo e depois à de Cristo que não consta tivessem ali qualquer estabelecimento de caridade. A entrega daquelas paragens a estas Ordens Militares foi com o intuito de se fortificarem e de defenderem a região anexa às respectiva fortificações.

Se na heráldica não houvesse um esmalte para indicar os fins guerreiros, como é o vermelho, então iriamos buscar o azul como representativo de lealdade.

Somos pois de opinião que o esmalte do campo seja vermelho e que o metal do castelo seja prata, tornando assim as armas falantes.

Sabe-se muito bem que são denominadas falantes aquelas armas que por alguma forma lembram, pelas peças que as compõem, o nome do domínio ou família que caracterizam.

Parece-me portanto que é muito mais interessante que nas armas desta cidade exista um castelo branco do que um castelo amarelo.

Além, disso um castelo ele ouro seria um exagero para as Armas de Castelo Branco, desde que tenhamos noção das proporções, vemos muito bem que, apesar de Castelo Branco ter uma história muito interessante, não é tão grande que se lhe aconselhe o uso de um castelo  do metal de maior categoria, e mesmo já no campo está a cor principal.

Vejamos portanto como aconselhamos a Cidade de Castelo Branco a esmaltar as suas antigas armas:

- De vermelho com um castelo de prata aberto e iluminado de negro. Coroa mural de cinco torres de prata por ser Cidade e, pelo mesmo motivo, Bandeira quarteada de branco e de negro por serem assim os esmaltes da pera principal das Armas. Por debaixo do escudo, uma fita branca com letras pretas. –

A coroa de Duque que têm usado sobre as Armas de Castelo Branco, é um grande erro, pois as Cidades e as Villas têm a sua coroa mural privativa, que tem cinco ou quatro torres, conforme o primeiro ou segundo caso.

Esta coroa mural composta de torres e panos de muralha, representa a fortificação que defendia na antiguidade as Cidades e as Vilas. O número de torres que foi adoptado é destinado a diferençar se é Cidade ou Vila.

Terminando aqui o meu parecer e enviado para a Cidade de Castelo Branco, julgo que foi aceite e que de facto as Armas passaram a ser de vermelho com o Castelo de prata aberto e iluminado de negro.

A Heráldica tem sido muito mal cuidada pelos estudiosos de história, que achando-se com grande elementos para tudo, passam sempre sobre a heráldica sem ligar grande importância.

António Roxo e Cunha, apenas com o nome de António Roxo, publicou uma «Monographia de Castello Branco», Elvas, Typographia Progresso, 8, Rua da Cadeia, 8, 1891, que inclui uma gravura das Armas de Castelo Branco, de vermelho com um Castelo de ouro, encimadas com uma coroa de Duque.

A páginas 19 diz o seguinte:

 – As suas armas são – um escudo coroado, tendo um Castelo de ouro com três torres sobre campo azul, ou, como querem outros, o mesmo Castelo de prata também sobre fundo azul.

Houve a preocupação de adoptar as cores nacionais, quando foi da implantação do constitucionalismo, como tem aparecido tal preocupação quando se mudam as instituições. Não admira portanto que aparecesse o Castelo de prata em campo azul.

O que pareceria porém interessante, era que o sr. António Roxo, já que escreveu uma monografia com 240 páginas, tivesse sido mais minucioso, citando o estandarte da Câmara ou qualquer referência de forma a definir os esmaltes das Armas em questão.

Dar uma gravura indicando o Castelo de ouro em campo vermelho e depois dizer que o Castelo de ouro é em campo azul ou, como querem outros – o Castelo de prata em campo azul, é que não está certo.

Ignacio Vilhena Barbosa na sua obra «As Cidades e Villas da Monarchia Portugueza que teem brazão d'Armas» Volume I, Lisboa, 1865, dá o mesmo desenho de António Roxo e Cunha e diz: Tem por brasão d’Armas um escudo coroado, e nele um Castelo de oiro em campo vermelho.

O «Portugal – Dicionario Historico, Biographico, etc.», Lisboa, 1906, copia António Roxo e Cunha, quer dizer, apresenta o mesmo desenho do Castelo de ouro em campo vermelho e dá a mesma descrição dando portanto o campo azul.

Enfim, se mais exemplos buscássemos, mais trapalhada mostraríamos.

 [Affonso de Dornellas.]

 

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: DORNELLAS, Affonso de, «Castello Branco», in Elucidário Nobiliarchico: Revista de História e de Arte, I Volume, Número X, Lisboa, Outubro 1928, pp. 293-295.

Ligação para a página oficial do município de Castelo Branco

 



• Município de Belmonte • Município de Castelo Branco • Município da Covilhã • Município do Fundão •
• Município de Idanha-a-Nova • Município de Oleiros • Município de Penamacor •
• Município de Proença-a-Nova • Município da Sertã • Município de Vila de Rei • Município de Vila Velha de Ródão •



Heráldica História e Legislação • Index • Heráldica Autárquica • Portugal • A - Z • Novidades • Contacto • Ligações •
• 
Ultramar Português •
Miniaturas (Municípios) Miniaturas (Freguesias) Miniaturas (Ultramar)

Página actualizada em 10-03-2021                                                                                         Page updated on  10-03-2021