Caria

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Orago - Nossa Senhora da Corredoura  Área - 46,2 Km2

Elevação da sede da freguesia à categoria de vila pela Lei nº 1701 de 19/12/1924

Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 15/02/1932
Aprovado pelo Ministro do Interior em 06/02/1932
Portaria nº 7287, do Ministério do Interior,
p
ublicada no Diário do Governo nº 38, I Série de 15/02/1932

Armas - Em campo de verde, uma torre de prata. Em chefe, uma estrela do mesmo metal.

Brasão da freguesia de Caria

Baseado no desenho original de António Lima



Bandeira - Branca medido um metro por lado, não incluindo nestas dimensões a bainha onde entra a haste que a sustém. Por debaixo das armas fita vermelha com letras pretas.

Bandeira e estandarte da freguesia de Caria

Bandeira para hastear (2x3)                                                                       Estandarte (1m x 1m)



Transcrição do parecer

Parecer apresentado por Affonso de Dornellas na Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 25 de Abril de 1923.

Não só as Vilas e Cidades que tem os seus Municípios na actualidade, tem o direito de ter o seu brasão e portanto o seu estandarte pois que tem o seu selo.

As povoações que já tiveram Município ou que não tendo assumido uma tão alta categoria, são em todo o caso notáveis pela sua antiguidade ou pela sua importância comercial, agrícola ou industrial, têm evidentemente toda a razão em desejarem possuir o seu brasão e a sua bandeira que estará depositada na sede da junta da freguesia, na regedoria ou enfim na posse da sua autoridade. (*)

Já Colares, que em tempos foi cabeça de concelho, solicitou da Associação dos Arqueólogos que lhe fosse estudado o seu brasão, para o que as principais pessoas da terra se reuniram deliberando nomear em um dos seus habitantes, o seu delegado para levar a cabo tal pretensão.

Caria, povoação da Beira Baixa, também deseja possuir o seu brasão e ter o seu estandarte.

É esta pretensão muito razoável e muito apreciável em habitantes de povoações que pelo seu esforço e actividade se sabem impor ao respeito e consideração das povoações de maior condição.

É muito natural que as Associações locais, de comércio, beneficência, recreio, etc., desejem ter na sua bandeira o escudo da sua terra, ou terem o seu emblema particular num estandarte com as cores da bandeira da sua terra.

Foi o Administrador do Concelho de Belmonte, que parece quer fazer vibrar a nota patriótica nas regiões do seu domínio, que veio pedir à Associação dos Arqueólogos o seu auxílio neste sentido, e, depois de receber o croquis do brasão para Belmonte, dirigiu à mesma científica instituição o seguinte ofício:

– Serviço da República. – Administração do Concelho de Belmonte. – N.º 26. – Belmonte 20 de Fevereiro de 1923. – Ao Ex.mo Sr. Presidente da Direcção da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Edifício Histórico do Carmo. – Lisboa – Caria, freguesia deste concelho, distrito de Castelo Branco, foi também em tempo sede de Concelho. Ignoro se teria Brasão e Bandeira própria e por tal motivo venho pedir a V. Ex.ª a fineza de se dignar dizer-me o que se lhe oferecer a tal respeito. Saúde e Fraternidade. Pelo Administrador do Concelho. – O Secretário da Administração. – (a) José Rebello.

Encarregou-me a Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de estudar o assunto, pelo que começarei por dizer que não há a menor dúvida de que Caria, visto ter sido cabeça de Concelho, teve evidentemente a sua Bandeira e nela o seu Brasão.

Foi Concelho por Foral de D. Manuel I, portanto é muito natural que julgassem que os motivos de ornamentação da primeira página do Foral, constituiriam o brasão de Caria, como sucedeu a quase todas as terras, que tiveram o primeiro Foral, dado por este Rei.

É a esfera armilar e a Cruz de Cristo acompanhando as armas nacionais que figura, simplesmente por engano, como brasão de quase todas as terras que ainda não tinham brasão e portanto Foral, antes de D. Manuel I.

Foi um erro muito repetido.

Caria da Beira Baixa, porque há uma importante vila de Caria na Beira Alta, e mais pelo menos seis Carias em território Português, é actualmente do concelho de Belmonte, Comarca da Covilhã e Distrito de Castelo Branco. Teve Foral em 15 de Dezembro de 1512 dado em Lisboa por D. Manuel I.

Teve um Castelo, Reduto ou Atalaia, que em tempos foi aproveitado para Casa de Campo dos Bispos da Guarda pelo que era Prazo da Mitra.

Não é este pequeno Castelo ou Reduto, exemplar único nesta região, pois que também pertencente a Belmonte, há ao norte desta Vila e a mil e quinhentos metros de distância, uma notável Torre quadrada, denominada em todo o sempre pelo nome de «Centum Cellas», que ainda há pouco tinha 22 metros de altura e que se diz foi construída pelo Rei D. Diniz, tendo porém quem lhe atribua a sua construção aos romanos.

Chamam-lhe também a Torre de S. Cornélio por ter próximo uma Ermida desta invocação.

Julgam alguns historiadores antigos que fosse uma Atalaia.

O Castelo de Caria, é num pequeno monte em que se desfruta um amplo horizonte e muitas povoações.

É antiquíssima a existência desta povoação, e o seu nome, segundo as melhores probabilidades é de origem árabe e significa aldeia, vila ou povoação, que os hebreus denominavam Quiria ou Alcaria.

Não sei se a Vila de Caria da Beira Alta tem brasão, mas para que haja uma distinção que caracterize esta Caria da Beira Baixa, deverá no seu brasão figurar uma Estrela por estar junto à Serra da Estrela.

O Brasão da Covilhã também tem uma Estrela, pois que é a primeira cidade que se encosta à serra deste nome e o moderno brasão do Fundão, também ostenta a mesma figura heráldica entre outras que o compõem.

Propomos portanto que o Brasão de Caria da Beira Baixa, seja assim constituído:

– Em campo verde, uma torre de prata. Em chefe uma estrela do mesmo metal.

A Bandeira deve ser branca por ser a cor das suas peças e deve medir um metro por lado não incluindo nestas dimensões, a bainha onde entra a haste que a sustém. Por debaixo das armas, fita vermelha com letras pretas.

Sempre que existir um Castelo na povoação que deseja restaurar ou criar o seu brasão, deve este figurar na sua composição e assim concentra o Brasão de Caria na sua composição os elementos da sua história e da sua situação junto à Serra da Estrela.

[Affonso de Dornellas.]

 

(*) Posteriormente à aprovação deste parecer, foi novamente Caria elevada à categoria de Vila.

 

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: DORNELLAS, Affonso de, «Caria», in Elucidário Nobiliarchico: Revista de História e de Arte, I Volume, Número IV, Lisboa, Abril 1928, pp. 104-106.

 

 



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Página actualizada em 12-03-2021                                                                                         Page updated on  12-03-2021