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Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o
parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos
Portugueses de 14/03/1936
Estabelecida pela Comissão Administrativa Municipal em
13/04/1936
Aprovado pelo Ministro do Interior em 10/08/1936
Portaria n.º 8505, do
Ministério do Interior,
publicada no
Diário do Governo n.º 186, 1.ª Série de 10/08/1936
Armas - De prata, com uma cruz florenciada de verde, carregada por um castelo de ouro aberto e iluminado de negro. A cruz é acompanhada em chefe por duas travas de negro, uma em banda e outra em contrabanda apontadas ao centro e em contrachefe por duas águias de negro, abertas e afrontadas. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro «Vila do Alandroal».


Bandeira - Esquartelada de amarelo e de negro. Cordões e borlas de ouro e de negro. Haste e lança douradas.

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Transcrição do parecer
Parecer apresentado por Affonso de Dornellas á Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 14 de março de 1936.
Desejando a Câmara Municipal da Vila do Alandroal, que lhe sejam ordenadas as suas armas, bandeira e selo, assim o solicitou da Associação dos Arqueólogos Portugueses, para o que enviou interessantes elementos.
Por ordem do Rei D. Dinis foi ali reconstruído e naturalmente ampliado, o castelo mourisco sob a direcção de Mestre da Ordem de Avis D. Lourenço Affonso.
A Vila do Alandroal ficou a pertencer aos mestres da mesma Ordem.
Na porta principal, lado nascente, do Castelo, ainda existe a reprodução da bandeira da Ordem de Avis, em que se vê a respectiva cruz acompanhada em chefe por duas travas uma em banda e outra em contrabanda, e em contrachefe as duas águias que distinguiam a Ordem de Avis de Portugal da Ordem de Calatrava de Castela.
Tem sabido o povo do Alandroal conservar esta e muitas outras relíquias, sendo para considerar a circunstância de, durante mais de seis seculos estarem todos os naturais daquela histórica Vila habituados a ver aquelas armas que interessante será, portanto, que figurem nas Armas da vila.
E assim, parece-nos que as Armas, bandeira e selo devem ser assim ordenados:
ARMAS - De prata, com uma cruz floreada de verde, carregada por um castelo de ouro aberto e iluminado de negro. A cruz é acompanhada em chefe, por duas travas de negro, uma em banda e outra em contrabanda apontadas ao centro e em contrachefe por duas águias de negro, abertas e afrontadas. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro "Vila do Alandroal".-
BANDEIRA - Esquartelada de amarelo e de negro. Cordões e borlas de ouro e de negro. Haste e lança douradas. -
SELO - Circular, tendo ao centro as peças das Armas sem indicação dos esmaltes. Em redor, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal do Alandroal".
Como a peça representativa da Vila do Alandroal é o castelo de ouro, aberto e iluminado de negro, a bandeira é de amarelo (que corresponde ao ouro) e de negro.
Quando se destina a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira é de seda e bordada, devendo medir um metro quadrado. Quando destinada a ser arvorada, é de filel, com as dimensões que as necessidades exijam, podendo, neste caso, dispensar as armas.
A prata indicada para o campo, significa heraldicamente humildade e riqueza.
O verde da cruz simboliza a esperança e a fé.
O negro das trancas, das esquinas e do aberto e iluminado do castelo, representa a terra e significa firmeza e honestidade.
O ouro do castelo significa nobreza, fidelidade, constância e poder.
Com estas peças e estes vernizes fica bem saliente a história local assim como a índole dos seus naturais.
Se a Câmara Municipal do Alandroal concordar com este parecer, deverá transcrever na acta a descrição das armas, bandeira e selo, para enviar ao Sr. Governador Civil uma cópia autenticada, acompanhada dos desenhos rigorosos da bandeira e do selo, pedindo-lhe para remeter esses elementos à Direcção Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior, para, no caso do Sr. Ministro também aprovar, ser publicada a respectiva portaria.
Lisboa, Janeiro de 1936.

Affonso de Dornellas.
(Texto adaptado à grafia actual)
Fonte: Processo do Município do Alandroal (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/ADL/UI0012/00118).
Ligação para a página oficial do município de Alandroal

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